domingo, 25 de novembro de 2012

Eu em dias

Postado por Marcella às 23:21 0 comentários

Talvez, uma parte das coisas que escrevo utiliza as pessoas como bússolas. Cá estou, revigorada, sentindo que um nova fase se inicia (pode-se ler também com uma interrogação no fim). Prefiro ser mais sincera. Abir as portas e avistar chegadas. Em se falando delas, esse mês de novembro, bem no meio, me sorriu grande, com uma doce chegada...Achei engraçado quando ele se interessou na minha conversa. Notei a barba, a voz e o seu ar de simplicidade me chamou atenção. Esperei que ele começasse a contar sobre sua vida e percebi que o mesmo carregava uma precisão na hora de narrar cada acontecimento. Ele se assemelha a um bom filme antigo, que a gente tem sempre vontade de ver (toda hora é uma boa hora para assisti-lo, na verdade), tem um cuidado enorme e tem um ciúme, no fundo, se alguém quer pedir emprestado. Uma das coisas que ele ainda não sabe é que me senti inteiramente segura entre aquelas quatro paredes. Não cansaria se passasse a noite inteira lá. Quero manhãs de preguiça e noites de desejo. Quero o adeus longo e o rápido retorno. Quero que ele me leia, inteira. Preciso que venha acender-me os sentidos, preciso sussurrar nos teus ouvidos as coordenadas que carrego em mim. Preciso que se percas em mim. Perdendo-se quero que te encontres no meio das minhas curvas até que me acharei no último suspiro descompassado no olhar dos teus olhos. Eu espero conhecê-lo mais, ou melhor, reconhecê-lo mais. A pressa já não adianta, mas o tempo insiste em incomodar... Vem logo?
 

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