sábado, 15 de dezembro de 2012

liberdade, amor etc e tal

Postado por Marcella às 19:43 0 comentários

Liberto-me.
Liberto-me da vontade de querer possuir o outro.
Ele não me pertence, é livre.
Livre para escolher e tomar suas próprias decisões.
De ontem em diante, guardei:
'' Deixa voar, o que é teu volta.''

Libertei-me.
Amar de verdade
É deixar o outro livre.
Não somos objetos;
Não estamos em prateleiras para sermos avaliados ou tachados como mercadorias de bom ou mau uso.

É este, um dos preceitos que quero carregar. Quero me libertar das baixezas dos sentimentos: da raiva, do ciúme, da impaciência, do desrespeito, da desonestidade. Exijo amor na minha vida, aliás, eu gozo amor, não esconderei. Sou aquele música dos Novos Baianos: ''Eu não tenho nada, antes de você ser, eu sou, eu sou, eu sou amor da cabeça aos pés''.

Quer um conselho?
         Gente que permite ter metade haverá de ser metade.    Compreende? Exija uma completude inteira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Atípico

Postado por Marcella às 22:35 0 comentários
Chegaste num momento intempestivo
Trazendo verdade, alimentando um futuro.

Deitar-me-ei em teus braços
Falarei verdades e certezas em teus ouvidos
Descreverei teus olhos e o que mora dentro deles
Num breve momento, deixarei que o silêncio fale por nós.

Terás, dentro de mim, o teu canto.
Impossível será travar o choro
Mensurar a falta e dizer-te ''até logo''

Agora, me sinto completa.
Trouxeste uma vida certa.
Fazendo bem à alma
Gostando, sentindo e trazendo:
calma.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Aconteceu

Postado por Marcella às 13:31 0 comentários
Céu azul.Sol.Janela. Hoje é domingo e é tão cedo. É que o amor invade, não avisa que vai estar chegando. Se ele tiver que partir, vai levar junto um pedaço meu, ou se puder levar-me, melhor ainda. Sendo assim, o medo de não poder desfrutar de um sentimento lindo vai embora...

domingo, 25 de novembro de 2012

Eu em dias

Postado por Marcella às 23:21 0 comentários

Talvez, uma parte das coisas que escrevo utiliza as pessoas como bússolas. Cá estou, revigorada, sentindo que um nova fase se inicia (pode-se ler também com uma interrogação no fim). Prefiro ser mais sincera. Abir as portas e avistar chegadas. Em se falando delas, esse mês de novembro, bem no meio, me sorriu grande, com uma doce chegada...Achei engraçado quando ele se interessou na minha conversa. Notei a barba, a voz e o seu ar de simplicidade me chamou atenção. Esperei que ele começasse a contar sobre sua vida e percebi que o mesmo carregava uma precisão na hora de narrar cada acontecimento. Ele se assemelha a um bom filme antigo, que a gente tem sempre vontade de ver (toda hora é uma boa hora para assisti-lo, na verdade), tem um cuidado enorme e tem um ciúme, no fundo, se alguém quer pedir emprestado. Uma das coisas que ele ainda não sabe é que me senti inteiramente segura entre aquelas quatro paredes. Não cansaria se passasse a noite inteira lá. Quero manhãs de preguiça e noites de desejo. Quero o adeus longo e o rápido retorno. Quero que ele me leia, inteira. Preciso que venha acender-me os sentidos, preciso sussurrar nos teus ouvidos as coordenadas que carrego em mim. Preciso que se percas em mim. Perdendo-se quero que te encontres no meio das minhas curvas até que me acharei no último suspiro descompassado no olhar dos teus olhos. Eu espero conhecê-lo mais, ou melhor, reconhecê-lo mais. A pressa já não adianta, mas o tempo insiste em incomodar... Vem logo?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Crônica de um fracassado

Postado por Marcella às 22:23 0 comentários


Ele deitou-se no sofá e através de sua janela observou a luz do poste que iluminava sua rua, pôs-se a lembrar dos seus amores. Ah, meras bobagens! Pensava que todos iriam durar. Pensava nos planos feitos, nos programas aos fins de semana, nas noites de amor e até em um futuro promissor, como carros na garagem e nome dos filhos.
Riu então. Caçoou de si mesmo ao lembrar uma escada na esquina, onde seus encontros aconteciam e a partir daquele lugar um amor brotaria. Todos podiam presenciar, mas os encontros passaram a ser mais sérios e foram direcionados para o portão de uma nova casa. E depois uma sala, e aí... Um quarto. Meses concretizaram tal amor, mas ele tem um defeito. Simplesmente abusa. Abusa da rotina, do beijo, da conversa, do sexo. Abusou do amor que era lhe dado. Partiu... Ele sempre pensava que por toda sua vida o caminho até a sua amada seria o mesmo, mas ele mesmo não esperava a própria surpresa da vontade dos seus sentimentos. Partiu. Apaixonou-se por outra. E pensou que seria diferente, mas não foi. Durou mais, ‘’em compensação’’, nada mudou. Divertiam-se juntos, gostavam da companhia um do outro, discutiam, mas ela estava sempre disposta a resolver e se amarem mais uma vez. Eles não tinham lá tantas coisas em comuns, mas pensavam em se completar.
Que nada... Ele não sabia que defeito tinha, nem estava disposto a tentar descobrir. Então mudou. Mudou de vida, de casa, de amigos, até de cidade. Disse adeus à todas ex-namoradas em ruínas.
 Deitando em inúmeras camas incertas, parceiras e noites de sexo em busca somente de prazer. Realmente, o prazer ficou para trás, mas não faltavam oportunidades. Sempre aparecia alguma louca de um tempo a trás cheia de saudade. Ele lembrou que uma de suas namoradas ao término do namoro o amaldiçoou (ele considerou como uma maldição), ela disse: ''Um dia você vai passar por todo este sofrimento que me causou''. A consciência pesou. Continuou levando a vida, mas em qualquer dia comum resolveu sair, como de costume, sempre ao mesmo lugar. Avistou-a. Ficou enlouquecido, queria conhecê-la. Namorá-la e imaginar aquela linda menina que o deixava quase sem fôlego. Inventou algumas mentiras, conheceu-a e conseguiu. Supimpa! Ficaram... Ficaram... e por fim, o feitiço virou contra o feiticeiro. Ele estava perdidamente apaixonado e eu falo apaixonado de verdade, bastante diferente de tudo que tinha sentido por outras mulheres. A tal era completamente diferente, tinha um ar de conquistadora, um papo irresistível, bem vivida em tudo, principalmente em se falando de sexo, inteligente, enfim. Ela era tudo o que ele sempre achou interessante, mas sentia-se inseguro em frente de uma garota deste ‘’porte’’. Uma garota deste tipo não vai querer firmar algum tipo de relacionamento sério. Só um relacionamento aberto e olhe lá onde ela se diverte como sempre gosta de fazer. Desgostosa realidade. Enfim. Hoje, estão juntos. Mas ele sofre com a desconfiança e a incerteza; jura de pés juntos que ela não é de palavra feita, sua mudança é duvidosa; o amor supostamente oferecido não é de um homem só. É bem indefinido e o faz jazer de amor. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Remar

Postado por Marcella às 10:29 0 comentários

Não dá pra manter a felicidade full time. A coisa oscila. Até porque quando você acorda de um pesadelo não da pra manter a mesma energia de quando se acorda de um sonho bom. O segredo é dispensar o peso. A pessoa que convive com você não é obrigada a compreender os seus picos de baixeza. Várias pessoas com respaldo algum pensam que remam sozinhas. Óbvio que remar sozinha cansa… Mas como você sabe se está, de fato, sozinha? Dialogue. Conversas e olhares sinceros mudam tudo. Você vai ver que o coração preenche a cada “tudo bem”, “não deixei de te querer”, “tá cansada? Te ajudo. Não sabia que você se sentia assim.” E tudo volta. As forças se renovam, o carinho estabiliza e a alma volta a transbordar.
- Promete que tá tudo bem?
- Prometo.
É tudo questão de esperança no abraço. Pronto! O mundo volta a rodar a passos leves e despreocupados.
“Mas, e se a outra pessoa não quiser remar junto?”
Então pede pra ela não atrapalhar. Oras! Supere. Tudo passa e vira passado. As coisas bonitas podem ficar, mas não podem atrapalhar o seu caminho. Entendeu né? Força que resulta em paz e sorrisos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ritual

Postado por Marcella às 23:17 0 comentários
Desejo imensamente que você aprenda a ter uma porcentagem de frieza e de cara de pau, só a necessária pra não ficar tão fraca caso aconteça mais uma outra queda e/ou falha lá na frente. Aguenta. Afinal, o coração continua lá, batendo e se embriagando com ânsia de amores. Então levante a cabeça, seque a barriga e grite para o vento: Venham, novos dias, esperarei com ansiedade!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mudou

Postado por Marcella às 01:10 0 comentários
''O tempo das coisas nada importa quando se diz respeito à intensidade. Poetas, músicos, pessoas que vivem de arte sempre sabem usar as palavras, deixando os outros, meros mortais, abismados com cada palavra escrita e dita ao pé do ouvido. Meu envolvimento emocional sempre foi e será assim. Entrego-me inteiramente e não faço jogos, nem sou sinuosa em frases e nem sei mentir no olhar. Recebi um conselho de viver mais leve. O que seria viver mais leve? Sentindo menos, falando menos, agindo menos, querendo menos? Não, assim não. Eu sinto leveza em mim, nos meus pensamentos e atos, e mal disseram e maltrataram o que antes eu era: um benzinho, uma coisa mais linda. A intensidade pode ser deixada de lado algumas vezes, até porque você não conseguiria entrar numa relação onde só você sente. Não é? 

“Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio…”

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EU sobrepõe-se ao NÓS

Postado por Marcella às 21:45 0 comentários

Gente que se permite ter metade haverá de ser metade. Entende? Eu exijo completude o tempo inteiro. A minha completude é, de fato, muito inteira.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

quarta noite

Postado por Marcella às 01:03 0 comentários
Chorei
sem motivos ou com muito deles
coloquei para fora.

Só o choro
refresca a alma
lava a pele
limpa os poros do coração
e da mente.

Leva o que tem de bom ou de ruim
como a brisa
que sopra levemente a pele já molhada.

Quanto tempo não chorava assim?
por nada
por tudo

Enfim...a lágrima desenha em meu rosto um retatro novo.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quinta

Postado por Marcella às 14:25 0 comentários

A loucura não pode abrir espaço porque sempre que ela me escapa a angústia toma conta e as minhas idéias-rascunhos fogem de foco e se fazem embaçadas na minha, já não tão clara, visão de mundo.Meu tempo é acelerado e a sociedade não me acompanha, terei eu que parar para acompanhar a sociedade? Acredito que não. Segue-me quem quer. Arranha-me, me queima, me bate, me beija, me ama e me odeia quem quer.. Ah! E não ouse me poupar. Acredite! Eu não pouparei você. Não acredito em pecado, mas muito provavelmente pra você, eu seja a própria personificação do próprio.Que a lembrança venha e que a memória apareça como quem não quer nada. Rasgando, torturando e sofrendo… Assim a vida é sentida.

sábado, 14 de abril de 2012

Inconstante

Postado por Marcella às 09:33 0 comentários
Quem não sabe amar não pode ter demandas
Não me culpe por ser inconstante
Tudo que eu lhe disse antes volto a reiterar
Mas, admiração não é o bastante
E o retrato na estante não sustenta o lar

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Meio (a)

Postado por Marcella às 22:20 0 comentários
Não sou meio sentimento, nem meia mente, meio beijo, meio abraço, meio amor, nem mesmo meio apaixonada. Meio sorriso, meia lágrima, meio pensamento. Longe disso. Não sou meia alegria, meia pessoa, meia menina, meia tristeza, meia direta. Meio desejo, meia ansiedade, meia liberdade. Não mesmo. Meia música, meia subida, meia coragem, meia ousadia, meios sonhos, meias vontades, meia saudade,meio companheirismo, meio namoro, meia amizade, meia só se for do pé. Não queira ser metade. Queira ser inteiro, queira ser completo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Soltos...

Postado por Marcella às 15:32 0 comentários
O orgulho devora a si mesmo.
William Shakespeare


Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira.
Pablo Neruda

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Postado por Marcella às 23:25 0 comentários
*meu humor inconstante*

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Parênteses

Postado por Marcella às 01:02 0 comentários
Moço que gosta de se comunicar através de música, vem cá… Conta-me o porquê de cada coisa que carregas. Qual o motivo de querer tirar o coração da jogada? Por que esses olhos tão vermelhos? Por que esse sorriso tímido? Por que, então, desviar o olhar, mudar de assunto, tentar ir longe ou não notar? Por que parar de querer? Por que parar de sentir? Que bom que aceitastes dedilhar teu sentimento e entregar teus pensamentos. Tu que há de ser paciente, de ser par, de ser paz… Um moço de bom coração, de alma transparente, que apesar de todo esse peso que carrega sobre os ombros mostra uma beleza ímpar.  Então vai, respira e lembra: “tá combinado”! Juntos.

FOI

Postado por Marcella às 00:36 0 comentários
Tirei ‘a noite’ para escrever sobre fatos que me deixam pensativa. Sobre meu eu ao redor (é, a frase é sem nexo mesmo). Muitos se questionam sobre o ser ou parecer, eis que estou aqui para fazer um auto questionamento. Sinceramente, sou desleixada (sentimentalmente falando). Não consigo expressar sentimentos, e quando os expresso, não saem como ‘minha maneira perfeita’. Não sei demonstrar interesse, por mais interessada que esteja na idéia. Isto pode prejudicar bastante na maioria das vezes, mas me ajuda a escapar de outras situações. Fui bastante indecisa, não falo de decisões entre escolher o chocolate do supermercado, falo de decisões que envolvem o que seria melhor e adaptável para mim, e o que eu poderia dispensar e com toda a certeza, não sentiria falta. Céus, quanta indecisão ficou pelo meio! Estive entre o certo e o errado (mas o que pode ser certo para mim, pode ser errado para você e vice-versa), o necessário e o dispensável.  Sim, já preferi o duvidoso ao certo. Vai entender? Estou numa batalha constante de vontades. Acho graça, ironizo. E No fim, uma surpresa no caminho. O inesperado acontece. Quem sabe com o que a vida vai nos presentear, não é?
 

''Traduzir uma parte na outra parte" Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos