segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Carta

Postado por Marcella às 20:39 0 comentários
E assim você veio. Trazendo aquele pedaço que me faltava e, dessa vez, me deixando com um pedaço teu. A partir de agora terás que entender que essa carta é só pra você. Pouco importa quantas pessoas irão ler, se alguém irá comentar. Ela é só sua, até porque só você terá a capacidade de se colocar no lugar e de sentir a verdade dos fatos.Você me marcou, e hoje eu transbordo você. Obrigada por fazer o meu coração sorrir, acho que foi a coisa mais feliz que já me aconteceu. Agradeço também por me deixar abrir a cortina da tua alma e te olhar por dentro. Teus olhos ternos junto ao teu toque me trazem uma esperança,lê-se também certeza, de uma vida azul e de felicidade plena. Enfim encontrei o significado de paz. Peço desculpas antecipadas se um dia eu extrapolar na escrita, mas você bem sabe que sou pingos de versos que chovem poesia e molham o ''te amo''.

Caminho da vida

Postado por Marcella às 20:25 0 comentários
Todos nascemos como uma página em branco, durante a vida temos de ter bonança para adquirir conhecimento, temos de ter perseverança para tentarmos que a página da nossa existência englobe mudanças positivas noutras soltas que voam por ai.

Isto é o que eu sou. Tu podes ser o que quiseres, mas tens de querer o que fores (tal como diria Fernando Pessoa.)

Todo o tempo é tempo de formarmos realidades.A verdade, queiram aceitar ou não, queiram desmoralizar-nos ou não, é que o futuro somos nós (todos nós), o futuro é de quem está cá hoje, de quem lê estas letras, de quem não lê estas letras, do rico de hoje, do deitado nas ruas, o futuro é teu.

Por isso é que ninguém pode ser abandonado, todos são essenciais.

Por isso é que não há nada que nos possam impingir que será assim, tudo será o que nós quisermos se o formos.

Por isso é que temos o compromisso de agir.

A verdadeira inteligência está no fazer e no ser, nunca no ter.

Ninguém me diga que não sou capaz de fazer alguma coisa, que ninguém me diga que nunca chegarei a algum lado, nem que algo é impossível.

Não há que parecer, há que ser.

Terás de vir, ficar, e entender.

A frigidez da calma, que é tão precisa na tua evolução como ser humano.

A saborosa e paciente hospitalidade, que tanto irás querer dos outros em qualquer situação da tua vida.

A sensata inocência em se manter meramente igual a si, que não é um azar, é um mérito.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

procure-se dividir em alguém

Postado por Marcella às 20:56 0 comentários
Sou uma garota matuta de uma ilha construída pelo homem, talvez você não se lembre, por isso re-digo. E, por ter a alma interiorana, me tornei uma deslumbrada vocacional: a folha que cai me deslumbra, o mar e seu poente me deslumbram, a mulher adormecida no coletivo me deslumbra, a comida japonesa e seus hachis me deslumbram, o shopping e sua manada de adolescentes me deslumbram. Meu deslumbramento é tanto, e vai tão longe, que aprendi, copiosamente, a olhar tudo com a doçura de um último olhar: vejo, fotografo, eternizo. Tenho imenso medo das coisas não se repetirem na paisagem das minhas vistas.

Assim, sonhadora, esperançosa e boba, sempre achei que ele viria embalado numa rede - e não num cavalo, e não numa nave, e não envolto em qualquer aura mística cheia de neblina. Embora tenha sido desde menina uma imaginativa obrigatória, daquelas que viajam e pensam coisas exageradas, agora, ainda acometida por nosso encontro, percebo que estava errada: a vida, a felicidade e o amor não passam de uma rede a balançar você. Mais do que cenário e provas e firulas poéticas, cabe na paixão a simplicidade das mãos trêmulas, do coração a dar cambalhotas, do chão de azulejos frios - sem que seja sequer necessária a beleza plástica dos grandes castelos: o amor é simples quando é simplesmente amor.

Aprendi isto na sexta-feira-você. Vi, como se seu rosto fosse uma lousa, seus olhos a me ensinarem coisas do coração. Sua boca, refletida em beijos, me ensinou que a felicidade tem gosto. E seu cheiro, que ela tem cheiro. E sua temperatura, que ela é quente. E seu gemido, que a felicidade geme.

(Isto é o que eu chamo, num daqueles gestos que denunciam o quão ridículo é o apaixonado, de “Vocêlicidade”.)

Naquele dia, que é uma sexta-feira como qualquer outra, ficou tudo claro pra mim: você não é, nem nunca foi nem nunca será, uma pessoa. Vejo-te uma sensação, um suspiro, um poema em que cada parte do seu corpo é um verso a rimar com o meu.

Foi assim que numa destas epifanias sentimentais a quem sujeitos como eu são convidadas, que descortinei você. Tenho plena certeza que falarei, com carinho e saudade, de você aos meus amigos(as). Bêbada me desesperarei infantilmente a enviar mensagens que talvez ou nunca serão respondidas. Na crônica, na redação e na poesia você será sempre uma lembrança a me visitar: incrustada, escrita e até chorada.

Haverá, a partir de agora, em cada linha por mim traçada, alguma palavra a você destinada: e isto será meu segredo, meu riso cúmplice, meu detalhe ímpar. Sempre que alguém ler qualquer coisa minha, estará, numa destas inconsciências da vida, presenciando, sem que saiba, você. Haverá você numa vírgula, num ponto, numa tese, num artigo. Haverá você numa exclamação, num parágrafo, num título. E para que cada palavra possa te cuidar e mimar, elas terão sombra, perfume e calor. Serão palavras confortáveis, quando você precisar de conforto. Serão palavras doces, quando sua tarde pedir um pouco de açúcar. Serão palavras de mar, quando você precisar de ondas. Serão palavras fortes, quando você precisar se reerguer para a vida. Serão palavras, quando você precisar de.

Estaremos juntos, mesmo que você nunca saiba, enlaçados por qualquer esperança minha, por qualquer sonho, por qualquer desejo. Esta será minha peraltice com o mundo: deixarei você visivelmente invisível aos olhos daqueles que arriscarem ler o que escrevo.

Talvez seja eu muito egoísta, ciumenta ou boba. Talvez seja eu pouco mulher, destemida ou corajosa. Talvez seja eu pouco mulher.

Pouco mulher para querer você na completude da minha vida.



                               

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O caminho da beleza pura

Postado por Marcella às 20:47 0 comentários
Para Platão, a felicidade e a virtude consistem na contemplação da beleza pura.

Todo aquele que deseja atingir essa meta ideal, praticando acertadamente o amor, deve começar em sua mocidade por dirigir a atenção para os belos corpos, e antes de tudo, bem conduzido por seu perceptor, deve amar um só corpo belo e, inspirado por ele, dar origem a belas palavras. Mas, a seguir, deve observar que a beleza existente num determinado corpo é imã da beleza pura que existe em outro - e que, desde que se deve procurar a beleza da forma, seria grande mostra de insensatez não considerar como sendo uma única e mesma coisa a beleza que se encontra em todos os corpos. Quando estiver convencido dessa verdade, amará todos os belos corpos, passando a desprezar e ter como coisa sem importância o violento amor que se encaminha unicamente para um só corpo. Em seguida, considerará a beleza das almas como muito mais amável do que a dos corpos, e destarte será conduzido por alguém que possua uma bela alma, embora localizada num corpo despido de encantos, e a amará, zelando por sua felicidade e inspirando-lhe belos pensamentos, capazes de tornar os jovens melhores. O amante contemplará desse modo a beleza que há nos costumes e nas leis morais, notando que a beleza está relacionada com todas as coisas e considerará a beleza corpórea como pouco estimável.


Em seguida, vai um excerto de um diálogo platônico

Quando um homem foi assim conduzido até esta altura da arte amorosa, e viu as coisas belas em graduação regular; quando atingiu corretamente a instituição amorosa, esse homem, caro Sócrates, verá bruscamente certeza beleza, de uma natureza maravilhosa,aquela que era justamente a razão de ser todos os seus trabalhos anteriores. Verá um que, em primeiro lugar é eterno, que não nasce nem morre, que não aumenta nem diminui, que além disso não é em parte belo e em parte feio, agora belo e depois feio, belo em comparação com isto e feio em comparação com aquilo, belo aqui e feio acolá, belo para alguns e feio para outros. Conhecerá a beleza que não se apresenta como rosto ou como mãos ou qualquer outra coisa corporal, nem como palavra, nem como ciência, nem como coisa alguma que existe em outra, como por exemplo num ser vivo ou na terra ou no céu.

(...)

Pois na estrada reta do amor, quer a sigamos sozinhos quer nela sejamos guiados por outrem, cumpre sembre subir usando desse belos objetos visíveis como degraus de uma escada: de um para dois, de dois para todos os belos corpos, os belos corpos para as belas ocupações, destas aos belos conhecimentos.

(...)Se alguma coisa dá valor à vida, caro Sócrates - prosseguiu a estrangeira vinda de Mantinéia -, essa é a contemplação da Beleza Absoluta. Se aí chegares um dia, uma vez que seja, nunca mais considerarás belos o outro, as vestimentas magníficas e mesmo as belas jovens, a quem tanto admirais agora, tu e muitos outros, a ponto de estardes dispostos, para ver vossos amados e viver sempre juntos deles, se possível fosse, a deixar de beber e comer, animados unicamente pela paixão da sua contemplação, pelo anseio de estar sempre ao seu lado.
Platão. Banquete.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Isto ou aquilo

Postado por Marcella às 22:41 0 comentários

Entre perguntas,respostas,escolhas,formalidades e futilidades...

Beleza se põe à mesa? Ou melhor, na cama?
Homens carregam os genes do sem vergonhismo ou o papo é fichinha?
Mulher frágil ou revolucionária?
Estar satisfeito ou querer sempre mais?
Sozinho ou acompanhado?
Peito ou bunda?
Grandes ou médios ou pequenos?
Valorizar as curvas do quadril ou do cérebro?
Pornografia ou sex appel?
Verdade ou mentira?
Fidelidade ou traição?
Respeito ou grosseira?
Sinceridade ou cinismo?
Amor ou paixão?
Atração ou amor platônico?
Casar ou não casar?
Para sempre ou eterno enquanto dure?
Declarar-se ou acanhar-se?
Pedir desculpas ou apelar para o orgulho?
Permanecer ou fugir?
Longe ou perto?
Mar ou cachoeira?
Samba ou bossa nova?
Mergulhar raso em pessoas fundas ou mergulhar fundo em pessoas rasas?
Engolir ou desabafar?
Realidade ou fantasia?
Soma ou some?
Entregar-se ou esconder-se?
Pensar ou agir?
Lágrima ou sorriso?
Medo ou coragem?
Inteligência ou ignorância?
Conteúdo ou forma?
Bagagem de vida ou de valores?
Gentileza ou estupidez?
Esquecer ou lembrar?
Querer o bem ou querer o mal?
Tomar a frente ou correr?
Individual ou coletivo?
Sim ou não?


Pergunta, responde, escolhe: O que é útil ou o que é fútil.
A vida te apresenta as situações.





 

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