segunda-feira, 21 de abril de 2014

Com amor, perdão e saudade

Postado por Marcella às 21:10 0 comentários
Das coisas que sonhei, tive ou quis
Nada foi tão (in)útil quanto te convencer
Que eu era a salvação dos teus dias, enfim.

Dos nãos, sins e talvez
Nada foi tão dolorido e inesperado
Quanto a dor que me provocaste

Dos sumiços, aparições e dúvidas
Nada foi tão intragável e sofrível
Quanto a tua negação de culpa

Das partidas, chegadas e adeuses
Nada é tão insuportável e temível
Quanto a tua ausência permanente.
Meus pêsames.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sol isso

Postado por Marcella às 22:16 0 comentários
É sempre igual. Você pinta na área e eu fico assim... corada. Se no meu corpo encosta, suando já estou e quando me olha nos olhos, pronto, sem esforço os faz minguar. Esforço faço eu em tentar reabrí-los e novamente te encarar. E você me diz com o olhar: tola. É assim nossa relação: você me queima e sabe disso. Certas horas pesa sobre mim e exige minha mais profunda paciência. Exige algo que por vezes me falta. Faz evaporar minha vida, literalmente. Faz com gosto e faz bem feito. E todo dia eu te olho e fico boba, sem saber como te alcançar sem antes morrer e chegar a pó. E não há problema algum em morrer. Problema há em morrer sem em ti encostar. Não é justo em mim só você chegar. O amor não é assim. O amor é troca.


É sempre igual, todo dia. Todo dia, por horas você vai dar uma volta e quando reaparece, finge ver-me pela primeira vez, todo indiferente, cheio de si como se não nos conhecêssemos da eterna véspera. Não tenho aptidão para esse tratamento não, meu bem! Agora me diz: qual é a tua? Só me fornecer a vida? E eu fico aqui te olhando todos os dias? Diga. Diga! Não fique me olhando como se eu passasse por distúrbios por você causados, não!


É sempre igual, todo dia, várias horas. Eu fico sob sua visão esperando o momento em que vamos nos fitar e nos entender somente por isso mesmo. E neste momento você vai deixar de ser o astro e eu de ser corpo. Seremos uma troca, sol isso.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

de novo, do novo.

Postado por Marcella às 15:39 0 comentários
Nada mais chato que ter o coração vazio. Não é novidade. Gosto de ocupar espaço, mas, mais ainda, quando ocupam espaço em mim. Na ausência de um amor, a vida perde (parcial e essencialmente) o sentido. Sabe  aquela coisa gostosa de chegadas e partidas, da espera para um novo encontro, o abraço, um beijo que sele o compromisso com os olhos gritando de felicidade. E das vontades que cessam na cama. Sinto falta de alguém cuja simplicidade seja a mesma da minha. Da companhia com os pés descalços na areia, do suspiro que se mistura com o meu. Eu gosto mesmo é de desvelar um coração, a terra desconhecida de outrem. E, ao mesmo tempo, existe o equilíbrio para deixar tudo se completar naturalmente, sem que nada seja forçado para acontecer. Permitir que os olhos vejam pequenos detalhes lentamente e os braços se acheguem devagar, sabendo que ser livre é tão importante quanto saber amar. As pessoas precisam de tempo, dessa espera e, sobretudo, do reencontro. Tenho nutrido urgência de desejos, daquela boca, do braço tatuado e de um único nome. É… 
Hoje, eu já não sinto falta de sentir saudade. Eu sou saudade.
 

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