Nada mais chato que ter o coração vazio. Não é novidade. Gosto de ocupar espaço, mas, mais ainda, quando ocupam espaço em mim. Na ausência de um amor, a vida perde (parcial e essencialmente) o sentido. Sabe aquela coisa gostosa de chegadas e partidas, da espera para um novo encontro, o abraço, um beijo que sele o compromisso com os olhos gritando de felicidade. E das vontades que cessam na cama. Sinto falta de alguém cuja simplicidade seja a mesma da minha. Da companhia com os pés descalços na areia, do suspiro que se mistura com o meu. Eu gosto mesmo é de desvelar um coração, a terra desconhecida de outrem. E, ao mesmo tempo, existe o equilíbrio para deixar tudo se completar naturalmente, sem que nada seja forçado para acontecer. Permitir que os olhos vejam pequenos detalhes lentamente e os braços se acheguem devagar, sabendo que ser livre é tão importante quanto saber amar. As pessoas precisam de tempo, dessa espera e, sobretudo, do reencontro. Tenho nutrido urgência de desejos, daquela boca, do braço tatuado e de um único nome. É…
Hoje, eu já não sinto falta de sentir saudade. Eu sou saudade.

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